
Poucos foram os séculos da história humana que presenciaram tantas mudanças quanto o século XX. Para melhor ou para pior, por atrocidades ou benevolências, o século XX, século de Elvis Presley, Adolf Hitler, Albert Einstein, Gandhi, foi um século pelo qual nossas concepções mais firmes e profundas da realidade foram alteradas: nem mesmo o espaço e o tempo, conceitos antes tratados, talvez exceto pelo mais contestador dos filósofos, como absolutos e imutáveis foram poupados de uma total reformulação.
Foi nesse contexto, pouco depois que Maxwell unificou a eletricidade, o magnetismo e a óptica e Boltzmann formular a mecânica estatística (calma, já falo mais sobre esses dois), que um físico chamado Max Planck apresentou um modesto trabalho no final de uma primavera de 1900, que viria também a mudar totalmente a nossa concepção sobre a matéria.
Para entender o quão magnífico foram os trabalhos de Planck, não tem jeito, é só estudando muita física :). Mas como eu sei que isso não é possível para muita gente, vou tentar passar da maneira mais agradável possível a beleza do seu trabalho e o que ele significou para a humanidade. Para isso, precisamos voltar muitos anos antes de Cristo, na gloriosa época dos gregos. A questão do que é feita a matéria começou a surgir ainda nessa época, possuindo várias hipóteses e vertentes diferentes. Muitos autores e estudiosos afirmam que as primeiras concepções da matéria são marcos da filosofia ocidental, mas há de se deixar claro que não há uma demarcação nítida entre o pensamento mítico, pré-racional e o pensamento racional associado com a visão científica do mundo. De fato, naquela época, a coexistência das duas cosmovisões era

